Somos uma entidade virtual sem fins lucrativos que constrói a infraestrutura para fortalecer o poder narrativo dos movimentos por justiça social na América Latina.

Potencializamos o poder narrativo da maioria global.

Ao longo da história, nós, movimentos pela justiça social, temos lutado incansavelmente por uma transformação legal e política. No entanto, hoje sabemos que isso é insuficiente para transformar a realidade. Para além das leis, são as narrativas que moldam a cultura, e é o poder invisível das narrativas hegemônicas que limita nossa percepção do que é possível, normalizando a injustiça e a desigualdade.

Neste momento crucial para o planeta e a humanidade, convocamos a um ato radical de imaginação coletiva para vislumbrar um novo horizonte.

Na Puentes, trabalhamos para fortalecer o poder narrativo dos movimentos pela justiça social na América Latina.

Como fazemos?

Tecendo um "nós" maior

Expandir conexões é construir infraestrutura política: as condições relacionais e emocionais que permitem que esforços diversos convirjam, alcancem escala, ganhem densidade e se sustentem no tempo. Implica conectar movimentos, territórios, formas de saber e de fazer, e diversas audiências em torno de horizontes compartilhados, sem apagar diferenças nem impor uniformidade.

A esperança ativa é uma disciplina ancorada na agência coletiva, na comunidade e no presente. Parte do reconhecimento de que vivemos uma realidade insuportável, orienta-se para o futuro com que sonhamos e afirma que a ação coletiva tem impacto. Não promete resultados imediatos, mas sim um compromisso sustentado com a busca incansável da possibilidade.

O compromisso com a possibilidade

A esperança ativa é uma disciplina ancorada na agência coletiva, na comunidade e no presente. Parte do reconhecimento de que vivemos uma realidade insuportável, orienta-se para o futuro com que sonhamos e afirma que a ação coletiva tem impacto. Não promete resultados imediatos, mas sim um compromisso sustentado com a busca incansável da possibilidade.

Na Puentes, a esperança ativa nos permite compostar a dor, o cansaço e a incerteza, transformando-os em energia para continuar agindo. É uma força política que cuida dos vínculos, fortalece a perseverança e mantém viva a capacidade de nos comprometermos com a construção do mundo que queremos habitar.

Alargar os limites do possível

A imaginação radical é a capacidade coletiva de imaginar, explorar e narrar futuros inesperados que ampliam o território do possível. Permite criar narrativas audazes, belas e politicamente eficazes, capazes de abrir horizontes quando as certezas se esgotam.

Na Puentes, exercitamos a imaginação radical para ilustrar o mundo que queremos construir, detectar possibilidades emergentes e transformá-las em relatos que mobilizam. Criamos espaços de exploração onde o erro não paralisa, mas habilita: ali surgem associações inesperadas, combinam-se saberes e linguagens que raramente dialogam, e impulsionam-se colaborações indisciplinadas que se animam a sair do roteiro, a jogar com formatos e metáforas, e a criar artefatos narrativos que encarnam valores compartilhados e tornam imaginável um futuro mais amplo, desejável e convocante.

Traga o poder narrativo para seus espaços

Baixar nossos pôsteres em conexões ampliadas, esperança ativa e imaginação radical aqui

O que oferecemos?

Oferecemos o treinamento e as plataformas necessárias para que organizações e ativistas se unam para mudar a história.

Plataforma de treinamento

Conectamos organizações e ativistas da América Latina com o conhecimento, as equipes especialistas e os recursos necessários para exercitarem o poder narrativo.

El Inspiratorio é um espaço digital de treinamento que acompanha a formação de agentes de mudança narrativa e movimentos que desejam gerar novos relatos e construir poder narrativo.

Descubra como fazemos aqui

Plataformas narrativas

Criamos plataformas junto com organizações e ativistas, desenhadas intencionalmente para transformar a maneira como se constrói sentido sobre temas-chave da vida social.

Por meio do desenvolvimento de capacidades e conexões, fortalecemos o poder narrativo dos movimentos pela justiça social na América Latina.

Somos uma comunidade de organizações e lideranças de fé que promove os direitos humanos a partir de diferentes crenças e espiritualidades.

Obtenha ferramentas para seu trabalho de comunicação sobre fé e direitos humanos aqui.

Somos uma plataforma setorial que reúne ativistas de direitos humanos e justiça de gênero na América Latina para sustentar processos compartilhados de análise, criação de sentido e leitura política das dinâmicas regionais.

Inspire-se com nosso vídeo de 5º aniversário aqui

A interconexão como horizonte compartilhado

Uma narrativa para enxergar melhor o poder, viver melhor nossos laços e articular uma consciência coletiva capaz de transformar estes tempos

Na Puentes, entendemos este momento histórico como um marcado por crises interconectadas e por nossa limitada capacidade de ver, sentir e agir sobre essas conexões. Embora as crises compartilhem raízes estruturais no modelo que organiza nossas sociedades, nossas agendas permanecem fragmentadas. Essa fragmentação não é acidental. Aqueles que globalizaram a infraestrutura que estrutura o mundo —finanças, tecnologia, cadeias de suprimentos, mídia e plataformas digitais— mantiveram dispersa a consciência coletiva capaz de transformá-lo. Recuperar a consciência de nossa interconectividade é um ato político.

Pensar na interconexão como um tecido invisível que o atravessa tudo nos permite intuir como agendas que costumamos abordar separadamente —como democracia, segurança, migração, plataformas digitais, descolonização e justiça racial, social, climática e de gênero— são fios distintos de uma mesma disputa pela vida comum. E, acima de tudo, permite-nos reconhecer que a ilusão de separação não apenas limita a nossa compreensão do mundo: também sustenta ativamente projetos extrativistas, excludentes e baseados na dominação. Estamos hiperconectados para produzir valor, mas fragmentados para impedir que reconheçamos o nosso poder coletivo.

Entre 2025 e 2035, Puentes trabalhará para posicionar a interconexão como horizonte narrativo compartilhado, lente e prática. Como horizonte, orienta esforços diversos para um sentido compartilhado sem impor uniformidade — uma lógica próxima à nossa metáfora da banda de jazz—. Como lente, ajuda a interpretar crises, poder e possibilidades de maneira mais sistêmica. Como prática, ela nos convida a nos organizar, nos comunicar, cuidar uns dos outros e colaborar de maneiras que reflitam o futuro que queremos construir. Pois se o poder hegemônico aprendeu a coordenar a infraestrutura que organiza o mundo, nosso desafio é articular uma consciência coletiva capaz de transformá-lo.

Este é o talento que constrói a Puentes

Contribuímos para a grande conversa global sobre narrativas com nossos talentos, paixões e olhares da América Latina. Conheça quem torna nosso trabalho possível:

Apostamos na diversidade de talentos e metodologias e na criação coletiva.

Conselho Consultivo

Contamos com um conselho consultivo que supervisiona nosso trabalho e oferece apoio para o desenvolvimento da nossa missão. É composto por:

Jornalista focada na justiça social e pioneira em direitos digitais no Brasil. Tem uma reconhecida trajetória no trabalho filantrópico. Foi cofundadora do Instituto Nupef e líder regional para a América Latina da IRIS. Atualmente é a Diretora Executiva do Instituto Toriba, organização dedicada a mobilizar a imaginação coletiva para desenhar futuros possíveis e desejáveis.
Liderou múltiplas iniciativas globais no sudeste e sul da Ásia, América Latina, Caribe, África Ocidental, Europa e Estados Unidos e tem formação em gestão, desigualdades raciais e feminismo. Atualmente atua como consultora internacional em filantropia e trabalho narrativo.
É advogada internacional de direitos humanos com grande trajetória na América Latina. Atualmente é a diretora executiva do The Women’s Equality Center.

Sindis Meza é uma advogada colombiana cujo trabalho acadêmico se enfoca nas reparações históricas para populações afrodescendentes pelo tráfico transatlântico e em como esses processos se relacionam com a formação racial, a estratificação racial na América Latina e o papel do direito em tais dinâmicas. Também aborda temas de gênero dentro deste mesmo campo. Atualmente é estudante de doutorado em Estudos Africanos e Afro-Americanos na Universidade de Harvard e anteriormente atuou como Oficial de Programas no Escritório para a Região Andina da Fundação Ford.

Advogada especialista em direitos das mulheres e direito internacional. Fundou e liderou a Women’s Link Worldwide. Atualmente, é consultora internacional em tais temas.

Vamos continuar tecendo conexões!

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